Saiba quem é o entrevistador e transmita a mensagem correta

30/12/2011 16:31

Saiba quem é o entrevistador e transmita a mensagem correta
 




Todos querem convencer o recrutador de que é o profissional certo para ocupar o cargo disponível, mas como se sabe a oferta é quase sempre menor que a demanda. Conquista a vaga, portanto, quem está mais preparado, e isso inclui conhecer bem o entrevistador. Quanto mais responsabilidade e formação requerem o cargo mais importante torna-se reunir informações sobre a empresa. O site corporativo é apenas uma das ferramentas para a busca de dados. Para diferenciar-se dos demais candidatos na hora da entrevista é preciso mais.
 
“É interessante consultar outras fontes, como jornais e revistas - também disponíveis na internet - sites de entidades representativas da empresa, dentre outros”, orienta Marcelo Mariaca, autor de “Erre mais! 65 conselhos de um headhunter para ter sucesso no trabalho e na vida” (Elsevier Campus).

Segundo Hamilton Teixeira, sócio da DRH Talent Search, conhecer o entrevistador é fundamental não só para o alcance da excelência na entrevista, mas também para o profissional avaliar se os valores e a missão da organização correspondem aos dele. “É importante formar uma opinião própria a respeito de quem é a empresa em termos culturais para saber se se encaixa ao comportamento do aspirante à vaga.”

Para isso, vale recorrer a todas as fontes confiáveis a fim de construir o que Teixeira chama de visão holística. Ouvir pessoas que trabalham ou trabalharam na organização pode oferecer contribuições relevantes para a entrevista. Por meio dos colaboradores, o candidato pode informar-se sobre o perfil das lideranças e dos recursos humanos. Podem ainda questionar como é o clima da companhia e se existem oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional nela.

“É preciso tomar cuidado, porém, com informações enviesadas. Um funcionário em ascensão profissional e um outro que foi demitido tendem a fornecer, por motivos óbvios, dados positivos e negativos sobre a mesma empresa respectivamente”, adverte Teixeira.

Para evitar equívocos, vale também visitar os principais pontos de venda da organização e observar o atendimento dos funcionários, bem como avaliar a qualidade dos produtos e serviços. Até mesmo a forma como você é recepcionado na empresa no dia da entrevista e o tratamento entre os funcionários observado na sala de espera fornecem dados valiosos.

“Em algumas instituições percebe-se o mau humor instaurado na cara fechada dos funcionários, ao passo que em outras todos se cumprimentam com serenidade e sorriso no rosto”, compara Hamilton Teixeira.

Comunicação, um fator crucial
Como se viu, conhecer bem a empresa é essencial porque fornece ricos elementos para você atender ou superar a expectativa do recrutador em uma entrevista de emprego. Mas isso não basta. É preciso ser um bom comunicador para não colocar tudo a perder.

Existem técnicas preciosas que ajudam as pessoas a se comunicarem melhor, todavia nada dispensa o treino. É com a prática que se vai incorporando as técnicas e vencendo o nervosismo e a ansiedade, as principais vilãs em um processo de seleção.

O pecado mais comum em uma entrevista é a fala prolixa ou monossilábica. Prejudica o candidato porque revela falta de objetividade ou de despreparo e insegurança. Outra situação recorrente, que causa constrangimento, é tentar responder a uma pergunta não compreendida, quando a orientação é pedir ao recrutador que repita a questão. Seja sincero caso não saiba responder ao questionamento do selecionador. Profissionais de recursos humanos enxergam mentiras a quilômetros de distância.

Marcelo Mariaca ensina que o profissional deve se comunicar de modo objetivo, conciso e articulado. Ele recomenda o ensaio de um diálogo coerente, com começo, meio e fim. “O ideal é se expressar com entusiasmo, evitando gírias, termos técnicos e estrangeiros em excesso”, afirma o headhunter. O português também precisa estar impecável. Segundo Mariaca, deve-se ainda evitar autoelogios. “Do mesmo modo, não demonstre impaciência, irritação ou desinteresse. E não se esqueça: tão importante quanto falar é saber ouvir. Por isso, não atropele o entrevistador na hora que ele estiver falando.”

Sua Imagem
Alguns candidatos são “caxias” quando o assunto é processo de seleção. Pesquisam dados sobre a empresa no site corporativo, nos meios de comunicação e outras publicações especializadas. Agregam informações valiosas, porém esquecem de cuidar de algo fundamental: da própria imagem.

O comportamento e o traje do profissional, hoje, é tão importante quanto a competência técnica. Entretanto, segundo Hamilton Teixeira, não podem chamar mais atenção que o conhecimento do entrevistado. É preciso bom senso. Roupas muito informais e chamativas, assim como o uso de perfume e de maquiagem em excesso e acessórios extravagantes podem causar ruídos na comunicação.

“Tudo deve ser adequado ao momento. Talvez, não justifique o candidato usar terno e gravata para concorrer a uma vaga de engenheiro de obras. Todavia, não se pode comparecer à entrevista de emprego como se estivesse indo a um clube de lazer”, exemplifica Teixeira.

Dicas Para Entrevistas Não Presenciais

Candidatos subestimam contato por telefone e podem minar as suas participações nos processos seletivos pelo simples despreparo.

Por Taís Targa*

É inegável que a tecnologia possibilitou diversas formas de interação e aproximou pessoas que por motivos geográficos dificilmente iriam se encontrar.  Tais avanços repercutiram diretamente nos processos de recrutamento e seleção das empresas e a  busca por funcionários agora é global ao invés de local. As informações são recebidas em tempo real pelos candidatos e as entrevistas de seleção formais e presencias dão espaço agora às entrevistas por telefone ou por outros aplicativos (vídeo conferência) e se tornaram muito comum na vida dos Head Hunters. Dificilmente um selecionador irá agendar uma reunião presencial sem antes ter feito uma prévia com o candidato por telefone ou através de outro recurso de comunicação.

Geralmente os candidatos subestimam a entrevista por telefone e por em poucos minutos acabam minando as suas participações nos processos seletivos pelo simples despreparo. Lembro como se fosse ontem de uma situação que eu própria vivencie há alguns anos.

Estava participando como candidata de um processo seletivo para uma empresa multinacional americana e o sócio do escritório de São Paulo me ligou e perguntou se eu poderia lhe responder algumas perguntas. Eu, na maior ingenuidade respondi que sim e como estava em uma rua bem barulhenta entrei na primeira lojinha que avistei. Enquanto o sócio fazia perguntas sobre pretensão salarial e minha experiência anterior, as pessoas que circulavam pela loja pararam para observar, o que me deixou muito nervosa e o pior aconteceu quando o sócio decidiu continuar a entrevista em inglês para testar minha desenvoltura no idioma. Não preciso dizer que foi um desastre, gaguejar já horrível, imagine eu gaguejando em inglês no meio da loja de R$1,99... No entanto, mas por sorte do que por juízo, acabei tendo depois a oportunidade de me redimir e conversar pessoalmente com o tal sócio. Portanto, para evitar situações como estas seguem algumas dicas para ter sucesso em entrevistas não presenciais.

Posicione-se corretamente ao telefone, pois se estiver muito relaxado, por exemplo, deitado no sofá o seu tom de voz não estará adequado. Fora que corre o risco de ser surpreendido com um bocejo impertinente.

Não de respostas monossilábicas ao explicar suas habilidades e talentos. Por exemplo, se o entrevistador perguntar seu domínio de Excel, mencione sobre o último curso que fez e que recursos sabe utilizar deste aplicativo.

Nem pense em dar a entrevista de pijama, se vista de acordo para criar um ambiente mais formal e projetar uma auto-imagem profissional.

Se for participar de vídeo conferência evite tons claros, cores berrantes ou estampas elaboradas, o pretinho básico cabe perfeitamente para esta ocasião.

Tente transmitir uma postura otimista e mostre-se entusiasmado quando for falar de si.

Tenha seu Currículo e outras anotações à mão. É interessante anotar as perguntas e deixar para realizá-las em momento oportuno, geralmente ao final da entrevista.  Evite misturar os papéis, pois quando folheados rapidamente podem fazer bastante barulho.

De preferência, esteja em um lugar calmo e livre de platéia e barulho. Nada mais desagradável do que ter cachorro latindo ou criança chorando como música de fundo.

Se for surpreendido por um telefone em um ambiente ou momento desfavorável, peça elegantemente o telefone do selecionador e retorne a ligação em um momento seguinte, pode inclusive já pré-agendar este horário ele.

*Taís Andrade Targa, Psicóloga pela UFPR, CRP 06856, com formação em Dinâmica de Grupo pela SBDG e mestre em Educação e Mudanças no Mundo do Trabalho pela UFPR. Possui 15 anos de experiência na área de Recursos Humanos, tendo atuado em organizações de diversos segmentos. Seu histórico profissional engloba empresas tais como: KPMG, FIEP e Universidade Positivo, empresas nas quais respondeu por atividades de Recrutamento e Seleção de executivos e especialistas, Aconselhamento de Carreira, Outplacement e Orientação Profissional. Atualmente é Manager Partner da TTarga Career Consulting

acerte em cheio na hora de elaborar o seu Currículo
 


Objetividade e capacidade de síntese são características fundamentais na construção do documento, revela pesquisa.

Da Redação

A busca por um emprego no mercado formal sempre gerou muitas dúvidas entre os profissionais, especialmente aquelas relativas às informações a serem priorizadas na elaboração de um currículo. Para chegar ao modelo ideal, a Right Management, consultoria organizacional especializada em gestão de talentos e carreira, realizou pela 5ª vez a pesquisa de layout de currículo. O levantamento foi feito em parceria com headhunters e   executives searches. Concluiu-se que objetividade, capacidade de síntese e priorização das informações são os principais itens a serem destacados no documento profissional.

Ao iniciar um currículo, o profissional deve pensar até no número de páginas. Segundo a pesquisa, são indicadas no máximo duas. Na elaboração de um currículo, 79% dos avaliadores disseram que o documento deve conter o resumo de qualificações e descrição dos cargos. No espaço destinado ao objetivo, o profissional deve apresentar tanto o cargo que almeja como a área de atuação.

Na primeira página, deve ser citada a formação acadêmica, especialmente os  cursos de graduação e especializações, na opinião de 85,3% dos entrevistados. Cursos não concluídos, mas cursados por um período de tempo superior a metade da grade curricular, podem ser informados. Cursos complementares também devem ser citados, pois indica que a pessoa investe no autodesenvolvimento. Consultores ressaltam, entretanto, que o profissional deve ficar atento à pertinência da informação. Cursos defasados não devem ser mencionados.  

Informações como data de nascimento e estado civil têm grande grau de importância, assim como destacar as realizações e resultados expressivos, segundo 54,9% dos consultores entrevistados. A maioria dos avaliadores (80%) disse  que o texto em tópicos é o ideal em um currículo.

 “O especialista em avaliação de currículo tem de ficar estimulado ao ler a informação descrita no documento. O texto em tópicos, além de ser mais prático, possibilita a chamada análise dos trinta segundos”, afirma Telma Guido, consultora de transição de carreira da Right Management. Segundo a consultora, o avaliador deve encontrar as informações relevantes à vaga e compreender quem é o candidato logo nos primeiros segundos em que analisa o currículo.

Ao mencionar realizações e resultados o profissional deve tomar cuidado com a utilização verbal. “O correto é ‘desenvolvimento de algo ou implantação de algo’ e não ‘eu desenvolvi ou eu implantei’”, orienta Telma.

Outras informações reveladas na pesquisa:

*       73% preferem a apresentação do idioma por nível (fluente/avançado/intermediário/básico);

*       96% disseram que a ordem de apresentação do histórico e experiência profissional deve ser do último para o primeiro emprego;

*       96% preferem que as datas de admissão e de desligamento sejam mencionadas por mês e ano;

*       56% apontam que a melhor forma de apresentar a experiência profissional é por descrição tanto dos cargos como das qualificações;

*       69% informaram que  somente as viagens internacionais com propósito de trabalho devem ser citadas no histórico profissional.

A pesquisa de currículo é realizada pela Right a cada três anos desde 2001. A consultoria seleciona parceiros seniores em executive search e headhunters para opinar sobre a elaboração do documento. O levantamento deste ano contou com 26 questões. Participaram 76 profissionais entre donos de empresa, diretores, consultores e partners.

 

 

 

 

 

 

 

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